sábado, 26 de setembro de 2015

HAIKU





ni el tanque, ni la rana
solo los haikus de Bashô
en mi biblioteca

sábado, 12 de setembro de 2015

céu de primavera,
a pomba faz equilíbrio
no fio de luz

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ENERO 

el viento sacude hojas
y despeja mi mente
el mirlo

toca un violín diminuto
en este enero medio tonto
con muecas
de júbilos ausentes

estoy en una barricada de árboles
con un bandoneón de fondo
que se queja
y hace todo un poco
                                 más fácil

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

poema en otoño

me mirabas
(con los ojos en medio al violeta
de los eucaliptus)

me mirabas
(con el día
arrecostándose en las ramas)

me mirabas
(en alguna casa vecina
                  algo lloraba)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

da minha biblioteca (Horácio)

Nao indagues, Leucónoe



                                 Valdir Peyceré_

 
Nao indagues Leucónoe,
ímpio é saber a duraçao da vida
que os deuses decidiram conceder-nos,
nem consules os astros babilônios:
melhor é suportar tudo que acontecer.

Quer Júpiter te dê muitos invernos,
quer seja o derradeiro,
êste , que vem fazendo o mar Tirreno
cansar-se contra as rochas,
mostra-te sábia , clarifica os vinhos,
corta a longa esperança,
que é breve o nosso prazo de existência.

Enquanto conversamos
foge o tempo invejoso.

Desfruta o dia de hoje , acreditando
o mínimo possível no amanha.

                   Horácio (Quintus Horatio Flacus , 65/8 AC)

sábado, 22 de setembro de 2012

LABERINTOS


después de tanto dolor
queda esta sábana gris
atada a mi muñeca

estos turbios peldaños
para romper mis días

este laberinto de
manos pálidas

y los oscuros nubarrones
para sacar de mi mente

                                  Santa Rosa, setiembre 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

da minha biblioteda

A UMA PASSANTE


A rua em derredor era un ruído incomum
Longa , magra de luto e na dor magestosa
Uma mulher passou e com a mao faustosa
Erguendo , balançando o festao e o debrum.

Nobre e ágil , tendo a perna assim de estátua exata.
Eu bebia perdido em minha crispaçao
No seu olhar , céu que germina o furacao
A doçura que embala e o coraçao que mata.

Um relâmpago e após a noite! - Aérea beldade,
E cujo olhar me fez renascer de repente,
Só te verei um dia e já na eternidade?

Bem longe , tarde , além , jamais provávelmente!
Nao sabes aonde vou , eu nao sei aonde vais,
Tu que eu teria amado e o sabias demais!


                               Charles Baudelaire  (Les Fleurs du Malade) , 1860