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ni el tanque, ni la rana
solo los haikus de Bashô
en mi biblioteca
céu de primavera,
a pomba faz equilíbrio
no fio de luz
ENERO
el viento sacude hojas
y despeja mi mente
el mirlo
toca un violín diminuto
en este enero medio tonto
con muecas
de júbilos ausentes
estoy en una barricada de árboles
con un bandoneón de fondo
que se queja
y hace todo un poco
más fácil
poema en otoño
me mirabas
(con los ojos en medio al violeta
de los eucaliptus)
me mirabas
(con el día
arrecostándose en las ramas)
me mirabas
(en alguna casa vecina
algo lloraba)
Nao indagues, Leucónoe

Valdir Peyceré_
Nao indagues Leucónoe,
ímpio é saber a duraçao da vida
que os deuses decidiram conceder-nos,
nem consules os astros babilônios:
melhor é suportar tudo que acontecer.
Quer Júpiter te dê muitos invernos,
quer seja o derradeiro,
êste , que vem fazendo o mar Tirreno
cansar-se contra as rochas,
mostra-te sábia , clarifica os vinhos,
corta a longa esperança,
que é breve o nosso prazo de existência.
Enquanto conversamos
foge o tempo invejoso.
Desfruta o dia de hoje , acreditando
o mínimo possível no amanha.
Horácio (Quintus Horatio Flacus , 65/8 AC)
después de tanto dolor
queda esta sábana gris
atada a mi muñeca
estos turbios peldaños
para romper mis días
este laberinto de
manos pálidas
y los oscuros nubarrones
para sacar de mi mente
Santa Rosa, setiembre 2012
A UMA PASSANTE
A rua em derredor era un ruído incomum
Longa , magra de luto e na dor magestosa
Uma mulher passou e com a mao faustosa
Erguendo , balançando o festao e o debrum.
Nobre e ágil , tendo a perna assim de estátua exata.
Eu bebia perdido em minha crispaçao
No seu olhar , céu que germina o furacao
A doçura que embala e o coraçao que mata.
Um relâmpago e após a noite! - Aérea beldade,
E cujo olhar me fez renascer de repente,
Só te verei um dia e já na eternidade?
Bem longe , tarde , além , jamais provávelmente!
Nao sabes aonde vou , eu nao sei aonde vais,
Tu que eu teria amado e o sabias demais!
Charles Baudelaire (
Les Fleurs du Malade) , 1860